Confissões dos Alunos de Pedagogia

19 novembro 2022

FICHAMENTO: Os conflitos na relação avaliação e qualidade da educação - Isabel Franchi Cappelletti
novembro 19, 20220 Comentarios

 

CAPPELLETTI, Isabel Franchi. Os conflitos na relação avaliação e qualidade da educação. Educar em Revista. 2015.

INTRODUÇÃO

"A discussão dessa temática será feita no horizonte da racionalidade emancipatória, considerando a educação como espaço da crítica histórico-política, da construção coletiva do conhecimento, da libertação humana do homem como agente de transformações sociais." (p. 02)


“[...] objetiva-se no presente artigo discutir sobre a relação indissociável entre avaliação e qualidade, no sentido de analisar as dificuldades de se atingir a qualidade sociocultural desejada para a educação" (p. 02)


“Como consequência da democratização do ensino atingiu-se, no Brasil, na década de 90, a universalização do acesso de nossas crianças e adolescentes de 07 a 14 anos no Ensino Fundamental obrigatório. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNAD, de 2003, o Brasil universalizou o Ensino Fundamental, chegando a ter 97,2% da faixa etária citada frequentando escolas. (CAMPOS, 2008).” (p. 02)


"A democratização em relação ao acesso foi um avanço, entretanto, não foi suficiente para a educação avançar também na direção da qualidade desejada. Ao contrário: o aumento da demanda, sem a necessária criação de condições estruturais, trouxe novos problemas para o processo educacional.” (p. 02)

“Com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino, o governo cria um sistema de controle com as avaliações externas, que acabam por ocupar a centralidade das políticas da educação brasileira.” (p. 03)

“No governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2001) foi criado o Sistema Nacional de Avaliação, instituindo os exames externos como principal procedimento avaliativo, tendo o desempenho dos alunos nesses exames como o principal indicador da qualidade da educação.” (p. 03)

“A construção de indicadores de qualidade é um processo complexo que envolve muitas variáveis que não podem ser ignoradas. Mais do que uma contabilização de dados, diante dos resultados é preciso que a equipe de educadores da escola analise criticamente o que foi solicitado nas provas e os resultados obtidos por seus alunos, como o objetivo de produzir uma proposta pedagógica necessária à escola.” (p. 03)

"Se não houver uma discussão das comunidades educativas sobre os resultados da avaliação externa e dos índices alcançados, ela passa a ter apenas as funções classificatórias e seletiva, caracterizando-se como controle administrativo do Estado." (p. 03)


AS QUESTÕES EM PAUTA

“A questão da avaliação educacional, em função das políticas públicas que a regulamentam, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 394/96), o Plano Nacional de Educação (PNE – 98), medidas provisórias e vários decretos, trouxe o reconhecimento legal da importância da avaliação, quando declara que seu objetivo é a melhoria da qualidade de ensino.” (p. 04)


“As políticas públicas, ao fazerem uso dos resultados, enfatizam os escores quantitativos, usando procedimentos classificatórios em função desses resultados, introduzindo nas instituições de ensino o modelo de avaliação como medida.” (p. 04)


"Ao assumir a proposta de avaliação do governo a instituição acaba por assumir também os pressupostos teóricos de tais propostas que se alinham na contramão de uma perspectiva mais globalizante, mais crítica, e com forte apelo social a serviço da formação." (p. 05)


“O modelo estatal reduz a avaliação educacional a um procedimento de controle definindo, hierarquicamente, normas para todo o sistema de ensino” (p. 05)


“[...] ao considerarem a objetividade, a experimentação e as provas estatísticas como suficientes para avaliar a educação, deixam de lado uma parte essencial da realidade que envolve valores, idiossincrasias, necessidades, habilidades, que não pode ser expressa em expressões matemáticas e estatísticas” (p. 05)


“[...] pudemos perceber o acordo passivo de professores em relação à proposta de avaliação e ao uso que tem sido feito dos seus resultados. As críticas mais frequentes diziam respeito às questões da prova e poucos tomaram conhecimento dos resultados de sua escola.” (p. 05)

"[...] tendo como recorte a avaliação e a atribuição de bônus, realizada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, encontram críticas mais severas e criticam a mudança significativa na seleção de conteúdos, de acordo com o currículo oficial, com o objetivo de preparar os alunos para a prova em função do cumprimento de uma meta.” (p. 05)


“[...] sentem-se ainda mais pressionados a “formatar” o currículo de acordo com as exigências do controle estatal. E o círculo perverso se fecha: seguir rigidamente o currículo oficial, cobrando dos alunos um bom desempenho nos exames, para que a escola possa receber o “bônus”. (ROCHA, 2012).” (p. 06)

“A avaliação assim concebida traz para o interior das instituições não só os pressupostos que a ordenam, mas também a concepção de qualidade reduzida à questão da obtenção de bons resultados nos exames nacionais. O currículo acaba sendo definido pelo uso que se faz dos resultados dos exames, abrindo espaço para o controle do mercado.” (p. 07)

"Não se pode mais aceitar que a avaliação se fundamente no positivismo como a única possibilidade de se atingir a verdade." (p. 08)

“A atitude positivista diante da ciência traz para a avaliação pressupostos como a exigência da objetividade diante dos fatos (juízos de fato) da neutralidade e do afastamento do avaliador em relação ao objeto a ser avaliado, para que a construção de resultados corresponda à realidade objetiva, como verdade absoluta e universal, onde não há espaços para contestações. Essa relação sujeito/ objeto na construção do conhecimento avaliativo supõe que a realidade social é idêntica à realidade física/natural, é estável, constituída por fenômenos que se repetem e que são independentes da vontade dos sujeitos, de suas opiniões, valores e representações.” (p. 08)

“A adoção no processo avaliativo de pressupostos que levam à manipulação, domínio e controle das pessoas envolvidas, acaba manipulando o próprio avaliador, transformando-o em “coisa”, em objeto.” (p. 08)

“O processo de avaliação, baseado exclusivamente em exames pontuais, mensuração, classificação, exclusão, é incompatível com o desenvolvimento educacional que tem no horizonte a qualidade sociocultural da educação.” (p. 09)

“A qualidade da educação deve ser buscada em um processo avaliativo que esteja a serviço da formação, favorecendo a apropriação do conhecimento eminentemente emancipador em uma expectativa dialético-crítica.” (p. 09)

“Nessa perspectiva a primeira questão que o avaliador tem que ter em mente é que o conjunto de informações que recolhe em um processo avaliativo não é um quadro pronto, mas fruto das relações sociais que se estabelecem durante o processo e das relações que os participantes estabelecem com a situação que está sendo avaliada” (p. 09)

“Os pressupostos da atitude dialético-crítica abrem espaço para a subjetividade no discurso científico, para as relatividades de observação, quando coloca a avaliação em uma perspectiva histórico-social.” (p. 09)

“Na teoria crítica a ideologia não se opõe à ciência, derrubando o mito da neutralidade e do distanciamento do avaliador diante das situações que estão sendo avaliadas.” (p. 09)

“A visão dialética não confere independência ou prioridade nem para a realidade objetiva, nem para a subjetividade, mas submete-as ao critério da prática social, reconhecendo sua concretude e historicidade. (RODRIGUES, 1994).” (p. 09)

“O sujeito do conhecimento e da realidade conhecida está dialeticamente relacionado: o sujeito interfere no real, mas sofre também as determinações concretas dessa mesma realidade. O processo de conhecimento integra-se na prática. (RODRIGUES, 1994).” (p. 09)

“Esses pressupostos implicam necessariamente para o avaliador na análise dos interesses, representações sociais, relações de domínio presentes no processo avaliativo tendo em vista a tomada de consciência e a superação dessas implicações. E isto só é possível na participação.” (p. 09)

“A atitude dialético-crítica da avaliação tem como essência o diálogo, a práxis como processo, a participação como compulsória e como finalidade a transformação social de relevância teórica e social.” (p. 09)


14 fevereiro 2022

Sejam Bem-Vindos!!!
fevereiro 14, 2022 2 Comentarios


Como primeira postagem, gostaríamos de nos apresentar!


Meu nome é João Paulo, tenho 20 anos e curso o 1º período de Pedagogia na Universidade Federal de Alagoas - UFAL. Confesso que não era minha primeira opção, mas ao longo do que estou aprendendo, passei a adorar essa experiência! Gosto muito de aprender, amo ler, cantar e ver séries, coisa que não estou podendo fazer no momento. 


Meu nome é Larissa e estou no primeiro período do curso de Pedagogia, também na Universidade Federal de Alagoas. Gosto muito de ler e tenho uma vontade enorme de escrever melhor, mas me falta coragem para tentar. Estou muito empolgada com essa possibilidade do blog! Espero que gostem das postagens e se divirtam na medida em que aprendem.

Meu nome é Emanuelle e tenho 18 anos, sou graduanda de Pedagogia na Universidade Federal de Alagoas e também extensionista CEDU/UFAL - Pedagogia Hospitalar. Sempre tive interesse pela educação e aos pouquinhos ela me conquista cada vez mais.

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Criamos o blog com o objetivo de compartilhar nossas experiências e aprendizagens com as pessoas que tem curiosidade sobre o curso de Pedagogia, com quem já está cursando ou  até mesmo com as pessoas que pretendem cursar. Fiquem à vontade e sejam bem-vindos!

16 fevereiro 2020

Estudo de Caso
fevereiro 16, 2020 5 Comentarios


                                  
Estudo de Caso é o método científico que estuda casos/problemas para chegar a conclusões sobre estes, permitindo aprofundar o conhecimento sobre eles e, assim, oferecer novas perspectivas de investigação.


ESTUDO DE CASO

Resultado de imagem para menino podem brincar com boneca

Saviani sempre gostou de brincar com as meninas e nunca achou que isso era um problema. Adorava cuidar, pentear os cabelos das bonecas e colocar roupinhas. Se sentia tão feliz brincando com elas que jamais poderia ver aquilo como um problema. Mas, por conta disto, acabou sofrendo bullying e foi taxado de vários apelidos maldosos pelos coleguinhas na escola.

Qual seria sua posição, enquanto futuro Pedagogo, diante dessa situação?
Deixe nos comentários sua opinião!


15 fevereiro 2020

Postura do Educador: Ponderações
fevereiro 15, 20200 Comentarios

Caríssimos,

Estou aqui, neste tom de carta, para fazer algo diferente do que venho fazendo ao longo de minhas postagens. Decidi fazer uma espécie de desabafo neste espaço que criamos, sob a supervisão de nossa professora Mª Aparecida Viana, com o intuito de dividir o que aprendemos com quem está passando pelo mesmo processo acadêmico que nós. E, fazendo jus ao termo
confissões no nome do blog, me permito agora dividir alguns pensamentos que me ocorreram diante de determinadas situações que se deram em sala de aula.

Desde que eu entrei no curso de Pedagogia, e nem faz tanto tempo assim, ouço falar da postura combativa que o educador deve assumir diante do contexto sociopolítico no qual está inserido. Tudo bem! Super concordo! Mas, até agora, não ouvi sobre a postura que o educador deve manter dentro da sala de aula no contexto de convívio. O educador tem que ser temido? Amado? Odiado? Suportado? Pouco se fala sobre isso. Eu, pelo menos, ainda não ouvi.
Eu sei que ainda estou no primeiro período e sei também que ainda tenho muitas águas pela frente. O caminho é tortuoso e nunca é fácil se defrontar com egos dilatados. Percebi que, a medida que o sujeito aumenta sua graduação, o bom senso, a memória de curto e longo prazo, a empatia (por que não?) escorrem como um rio só deixando o lodo do ego inflado e da hipocrisia. Viram quase que semideuses detentores da razão absoluta, enquanto pregam exaustivamente o contrário. Não generalizo, de jeito nenhum, mas tenho percebido isso com uma certa frequência.
Nesse curto espaço de tempo tenho conhecido futuros colegas de profissão maravilhosos e que hoje me dão o exemplo do que devo ser enquanto educadora. Pessoas que tem "quilos e quilos" de diplomas: várias graduações, mestrado, doutorado, especializações e por aí vai; mas que são de uma sensibilidade e de caracteres ímpares. São pessoas que, certamente, têm boa memória e lembram as dificuldades de ser um estudante universitário, e, de certa forma, se compadecem por quem está passando pelo caminho que outrora passou; ou, simplesmente, têm corações imensos.
Por outro lado, tenho estado com pessoas que, também tem vários diplomas, mas só pisam no chão por determinação gravitacional. São donos de uma empáfia tão grande que é difícil estar no mesmo ambiente. Não há diálogo e a sua palavra é sempre a última, a certa, a decisiva. Não comete erros e, quando comete, a culpa nunca é dele(a).
Nós, seres humanos, temos a tendência de amar o que é justo, mas se entregar a frustração do injusto. A dor, a tristeza e a chateação nos consomem muito mais que a alegria. O problema é que, esses sentimentos, se não são devidamente tratados, viram uma bola de neve de ódio e vingança. Se o indivíduo internaliza tudo isso, acaba jogando toda a lama emocional causada em sua vida acadêmica nos seus futuros alunos ou colegas de trabalho. Juntando isso ao narcisismo que vem com os muitos diplomas, a criatura se transforma em alguém, no mínimo, intratável.
O que quero dizer é que na vida, eventualmente, nos defrontamos com pessoas difíceis. Na parte acadêmica não é diferente. Cada um tem sua história, seus universos particulares e motivos que, muitas vezes, explicam suas atitudes (muito embora não as justifiquem). Sei que muitas vezes nos frustraremos (oh Jesus!) e a vontade de desistir vai vir forte, e sei que certas atitudes de outros podem minar nossa autoconfiança e tirar o nosso chão. Mas não devemos permitir que cresça em nós a erva daninha que pertence ao outro. Leve-os sempre como exemplo do que não fazer enquanto profissional e isso vale para qualquer área. Tenha-os como a alavanca necessária para voar alto e não a âncora que te puxa para baixo. Não seja jamais aquilo que você condena e que te causa frustração!
E quanto a nós, futuros educadores, pedagogos ou não (não tenho regras quanto a isso), tenhamos como espelho àqueles que nos motivam e incentivam a ser sempre os melhores. Tenhamos como foco conquistar o respeito de nossos alunos, nós que seremos um dos modelos de conduta destes que estão, muitas vezes, em fase de construção da personalidade. Sejamos sempre humildes e conscientes de que só conseguimos crescer porque profissionais incríveis passaram pelas nossas vidas aquecendo nossos corações e doando, de muito bom grado e generosamente, seus conhecimentos. Sigamos seus passos!
Fica aqui a minha reflexão.




Carinhosamente,
        Larissa R.

13 fevereiro 2020

Comunicação Assíncrona no Contexto Educacional
fevereiro 13, 20200 Comentarios
Comunicação assíncrona é a transmissão de dados desconectada do tempo e do espaço. O comunicador e o receptor estabelecem contato quando estiverem com tempo disponível.


Trazendo essas ferramentas para o contexto educacional, não é necessário que alunos e professores estejam conectados ao mesmo tempo para que as tarefas sejam concluídas. E-mail, WhatsApp, fóruns, aplicativos educacionais offline e compartilhamento de conteúdo através do pendrive, são exemplos de como podem ocorrer esse tipo de interação professor-aluno.

Para complementar, darei meu relato de experiência pessoal em torno desse método. Nos foi dado um login no portal da universidade, o AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) para que pudéssemos postar nossas atividades ao longo do período na disciplina de TDIC (Educação e Tecnologias Digitais da Comunicação e Informação). Lá, além do nosso portfólio pessoal para postagens das atividades, é criado fóruns de discussão sobre temas específicos desenvolvidos nas aulas e alguns materiais também são disponibilizados como artigos, textos e E-books. Geralmente a professora estipula um prazo para a postagem das atividades, mas é sempre bem flexível.

O uso dessas ferramentas é super interessante porque flexibiliza o tempo, tanto dos alunos quanto dos professores, e o aprendizados dos conteúdos, bem como a organização dos materiais didáticos. É super válido!






Espero que tenham gostado! Comentem e compartilhem, se possível. 
XOXO!!

10 fevereiro 2020

O Podcast Como Uma Ferramenta Pedagógica
fevereiro 10, 20200 Comentarios

                                    


Acredito que todo mundo já ouviu a palavra podcast em algum lugar e também já sabe o que é, mas caso você nunca tenha escutado sobre isso ou não sabe o que significa, pode ficar tranquilo(a) que explicarei. Podcast é uma ferramenta de áudio cujo objetivo é divulgar uma ideia. 
Muitas pessoas criam podcasts como uma espécie de "programa de rádio", organizando temas e tópicos que serão abordados ao longo das faixas.


Podcasts enquanto ferramenta pedagógica

Justamente pela função de divulgar ideias, o podcast pode ser um auxílio em atividades educacionais. Utilizarei como exemplo prático um podcast que fizemos sobre o "O uso do DSCSoft na análise de dados qualitativos: sobre as sessões de relatos de experiência no V Seminário Web Currículo"; podcast esse que, inclusive, inspirou o nome do nosso blog. Este podcast foi apresentado à disciplina de TDIC (Educação e Tecnologias Digitais da Comunicação e Informação).

Apreciem sem moderação: https://soundcloud.com/joao-paulo-663975683/confissoes-de-um-aluno-de-tdic


Tutorial de como criar um Podcast pelo smartphone

O tutorial que vou apresentar aqui é a maneira mais simples e artesanal de se construir um Podcast utilizando seu celular. Foi dessa maneira que fizemos o nosso e, como vocês puderam conferir, deu super certo!

  1. O áudio que vai ser utilizado no Podcast pode ser gravado no gravador de voz do próprio celular ou em algum aplicativo exclusivo para gravações de Podcasts, como por exemplo, o Anchor.
  2. Tem ótimos aplicativos para edição de áudio que ajudam a corrigir falhas que podem ocorrer na hora de gravar ou, como aconteceu no nosso caso, mesclar os áudios gravados individualmente. O app que nós usamos para editar foi o “Audio MP3 Cutter Mix Converter and Ringtone Maker”. Esse aplicativo, além das funções que citei acima, converte vídeo para áudio, faz mixagem, converte áudios para outros formatos além do MP3 e vice-versa, ou seja, uma infinidade de funções que ajudam bastante na hora de montar seu Podcast.
  3. Por último, mas não menos importante, está a plataforma divulgadora do Podcast. Neste caso, utilizamos o SoundCloud, pois já o conhecíamos. Para acessar o SC, é necessário criar um login, que pode ser feito pelo computador, através do site, ou pelo app, que oferece um layout limpo e é muito fácil de usar. Além de poder compartilhar seu próprio conteúdo, é possível ouvir também o que outros usuários compartilham.

Existe uma variedade de outros aplicativos que podem auxiliar na criação, edição e divulgação de um Podcast. O OLA Podcasts, por exemplo, é uma plataforma recente de divulgação e compartilhamento de podcasts, de fácil acesso e que já possui um excelente acervo. Vale muito a pena dar uma conferida!






Espero que tenham gostado! Comentem e compartilhem, se possível. 
XOXO!!

09 fevereiro 2020

TDAH - Características e Estratégias Pedagógicas
fevereiro 09, 20200 Comentarios
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico crônico caracterizado por dificuldade em regular a atenção, controlar impulsos e desassossego. Esses sintomas são manifestados obrigatoriamente na infância, mas podem durar toda a vida se não forem devidamente reconhecidos e tratados.

Estudos apontam a predisposição genética e as alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina), que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro, como as principais causas do TDAH. Algumas pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há consenso sobre isso.

O distúrbio afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e a ocorrência é maior entre os meninos. A dificuldade para manter o foco nas atividades propostas e a agitação motora, características da síndrome, podem prejudicar o aproveitamento escolar.


A síndrome pode ser classificada em três tipos: 

  • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
  • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade;
  • TDAH combinado.



Sintomas





Desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo são sintomas do TDAH; esses sintomas podem manifestar-se em diferentes graus de comprometimento e intensidade.

Quando predomina a desatenção, é apresentada uma dificuldade maior de concentração, de organizar atividades, de seguir instruções e pode-se saltar de uma tarefa inacabada para outra, sem nunca terminar aquilo que começara. São pessoas que se distraem com facilidade e frequentemente esquecem o que tinham para fazer ou onde colocaram seus pertences. Não conseguem também prestar atenção em detalhes, demoram para iniciar as tarefas e cometem erros por absoluto descuido e distração, o que pode prejudicar o processo de aprendizagem.

Nos casos em que prevalece a hiperatividade, os portadores do distúrbio são inquietos, agitados e falam muito. Dificilmente conseguem participar de atividades sedentárias e manter silêncio durante as brincadeiras ou realização dos trabalhos. Se é a impulsividade que se destaca, os sinais mais marcantes são a impaciência, o agir sem pensar, a dificuldade para ouvir as perguntas até o fim, a precipitação para falar e a intromissão nos assuntos, conversas e atividades alheias.




É importante que o pedagogo conheça o diagnóstico e saiba se a criança está sendo devidamente medicada.



Pode-se criar estratégias dividindo-as em 3 eixos de ação: didática em sala de aula, meios de avaliação e apoio organizacional
  • A didática em sala de aula deve buscar meios que melhorem a concentração do aluno: mudar o tom de voz de acordo com a necessidade, dando ênfase nos momentos mais importantes do assunto; colocar este aluno para sentar próximo ao professor; iniciar as aulas com alguma dinâmica; associar os assuntos das aulas a alguma situação do contexto que interessa ao aluno ou que tenha uma aplicação prática; utilizar-se de estímulos audiovisuais ou sensoriais, os quais auxiliam o processo de memorização.

  • Em relação aos meios de avaliação, o professor pode variar e enriquecer as formas de averiguar se o aluno absorveu ou não a matéria, aplicando não somente provas objetivas, mas também trabalhos, pesquisas de campo, apresentações em sala, participação de discussões, etc. As provas objetivas devem ser diretas e sem "cascas de banana". Como estes alunos se distraem e perdem-se nos detalhes muito facilmente, é importante, ao final da prova, que seja dado um tempo complementar para que reveja as questões em busca de possíveis distrações, e dar também a oportunidade de corrigir e refazê-las. Alguns alunos tem maior facilidade em compreender as questões ouvindo-as e podem ser favorecidos caso o professor faça uma leitura aberta da prova.
  • No apoio organizacional, o professor pode ajudar criando uma rotina diária pré-estabelecida junto com o aluno. Este roteiro servirá como uma espécie de apoio, um lembrete ao estudante. A família tem um papel imprescindível no auxílio à concretização deste processo.
A parceria escola-família é fundamental para o desenvolvimento das crianças portadoras de TDAH, portanto, vale ficar atento a estas questões e, sempre que possível, aproximar os pais (ou tutores) do convívio escolar do aluno.








Referências
VARELLA, Maria Helena. TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Portal Drauzio Varella, 2013. Disponível em:<https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/tdah-transtorno-do-deficit-de-atencao-com-hiperatividade/>. Acesso em: 09 de fev. de 2020.

CARACTERÍSTICAS de jovens e crianças com TDAH. NeuroSaber, [s.d.]. Disponível em:<https://neurosaber.com.br/caracteristicas-de-jovens-e-criancas-com-tdah/>. Acesso em: 09 de fev. de 2020.

ESTRATÉGIAS pedagógicas para alunos com TDAH NeuroSaber, [s.d.]. Disponível em:<https://neurosaber.com.br/estrategias-pedagogicas-para-alunos-com-tdah/>. Acesso em: 09 de fev. de 2020.
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