MINHAS IMPRESSÕES SOBRE OS TEXTO “INFÂNCIA: CONSTRUÇÃO SOCIAL E HISTÓRIA” E O DOCUMENTÁRIO “CRIANÇAS INVISÍVEIS" - Confissões dos Alunos de Pedagogia

18 maio 2026

MINHAS IMPRESSÕES SOBRE OS TEXTO “INFÂNCIA: CONSTRUÇÃO SOCIAL E HISTÓRIA” E O DOCUMENTÁRIO “CRIANÇAS INVISÍVEIS"

 


A fase que vai do nascimento ao início da adolescência que é titulada “Infância” é uma das etapas da vida mais importante, é onde nós construímos nossa identidade através de nossas vivências culturais e sociais, mas nem todas as crianças têm uma infância significativa, muitas vezes esses sujeitos que deviam viver sua inocência que essa etapa da vida permite, não experimenta da melhor forma possível, principalmente nas camadas marginalizadas. Se a figura da infância hoje é vista como um momento lúdico, divertido e de pura inocência, na história as crianças não tinham essa perspectiva como atualmente.

No texto “Infância: construção social e histórica” de Moysés Kuhlmann Jr. e Fabiana Silva Fernandes é possível identificar uma construção da criança ao longo da história da humanidade, mas não podemos levar em consideração que essa concepção de infância é preestabelecida é preciso entender que sua construção envolve os contextos sociais, assim os autores explicitar de maneira clara essa criação da concepção de infância.

Um aspecto interessante é que os autores fazem essa discussão da construção da concepção de infância por indícios em imagens, onde ajuda entender como essas crianças eram vistas em sua  globalidade, porém os autores alertam que devemos compreender que se precisa uma precaução diante desta investigação. Essa forma de mostrar a infância é muito genial, pois me inquietou em procurar tais imagens para um melhor entendimento das descrições. O texto é bastante enriquecedor para compreender a questão da infância e dadas categorias que ao longo da história foram se colocando entre um período e outro. 

No documentário “Crianças Invisíveis”, vem mostrar histórias de crianças que têm sua infância roubada, onde precisam assumir papéis que fogem da realidade lúdica da infância, convivendo com a pobreza, a humilhação e o sofrimento. É muito duro assistir o documentário e pensar que na realidade nossa, existem sujeitos nestas condições de vida, muitas vezes colocadas por puro autoritarismo dos adultos ou porque precisam buscar sua subsistência.

Um momento que achei bastante significativo é quando as crianças, em vários episódios, têm o contato com brinquedos ou objetos que fazem parte da infância, é lindo ver as reações delas diante desses objetos e ao mesmo tempo triste, pois consegue-se sentir a ausência desses brinquedos na vida delas.

O documentário é muito importante para refletirmos sobre como está sendo posto o papel das nossas crianças em nossa sociedade. Esses diferentes olhares de contextos sociais, nos mostram que não só aqui, mas no mundo todo se necessita desta visão da particularidade da infância. Não devemos tratar as crianças como adultos, pois assim estaremos roubando seus sonhos e gerando traumas nesses indivíduos. A inquietação que o documentário nos faz, é para que nós possamos fazer a diferença neste olhar nas vivências das nossas crianças.   

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