No texto “Infância: construção
social e histórica” de Moysés Kuhlmann Jr. e Fabiana Silva Fernandes é possível
identificar uma construção da criança ao longo da história da humanidade, mas
não podemos levar em consideração que essa concepção de infância é
preestabelecida é preciso entender que sua construção envolve os contextos
sociais, assim os autores explicitar de maneira clara essa criação da concepção
de infância.
Um aspecto interessante é que os autores
fazem essa discussão da construção da concepção de infância por indícios em
imagens, onde ajuda entender como essas crianças eram vistas em sua globalidade, porém os autores alertam que
devemos compreender que se precisa uma precaução diante desta investigação.
Essa forma de mostrar a infância é muito genial, pois me inquietou em procurar
tais imagens para um melhor entendimento das descrições. O texto é bastante
enriquecedor para compreender a questão da infância e dadas categorias que ao
longo da história foram se colocando entre um período e outro.
No documentário “Crianças
Invisíveis”, vem mostrar histórias de crianças que têm sua infância roubada,
onde precisam assumir papéis que fogem da realidade lúdica da infância,
convivendo com a pobreza, a humilhação e o sofrimento. É muito duro assistir o
documentário e pensar que na realidade nossa, existem sujeitos nestas condições
de vida, muitas vezes colocadas por puro autoritarismo dos adultos ou porque
precisam buscar sua subsistência.
Um momento que achei bastante
significativo é quando as crianças, em vários episódios, têm o contato com
brinquedos ou objetos que fazem parte da infância, é lindo ver as reações delas
diante desses objetos e ao mesmo tempo triste, pois consegue-se sentir a ausência
desses brinquedos na vida delas.
O documentário é muito importante
para refletirmos sobre como está sendo posto o papel das nossas crianças em
nossa sociedade. Esses diferentes olhares de contextos sociais, nos mostram que
não só aqui, mas no mundo todo se necessita desta visão da particularidade da
infância. Não devemos tratar as crianças como adultos, pois assim estaremos
roubando seus sonhos e gerando traumas nesses indivíduos. A inquietação que o
documentário nos faz, é para que nós possamos fazer a diferença neste olhar nas
vivências das nossas crianças.
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