Imagine um método de ensino inovador, no qual o aluno estuda os
conteúdos curriculares em casa e só vai à escola para tirar dúvidas, fazer
exercícios e atividades em grupo. Pois esse método existe e se chama “sala de
aula invertida” ou “flipped classroom”.
Esse modelo de ensino e aprendizagem se propõe a inovar e mudar
completamente a forma como lidamos com a educação tradicionalmente. Na educação
clássica, o ensino fica centralizado no professor, que tem um papel principal
no ensino dos conteúdos aos alunos, mas na sala de aula invertida acontece exatamente
o contrário. Como o próprio nome sugere esse modelo de ensino procura inverter
o modelo educacional clássico, levando mais autonomia e protagonismo para os
estudantes.
De certa forma, esse tipo de educação une a proposta do EAD (educação à
distância) e o ensino tradicional em sala de aula. Afinal, na sala de aula
invertida, o aluno irá utilizar a tecnologia e métodos online para absorver o
conteúdo e, depois, presencialmente, contará com a presença física de um
professor para auxiliar em eventuais dúvidas e outras questões. É por isso que,
em alguns casos, também se aplica o termo ensino híbrido.
Assim, a ideia é que os alunos utilizem o tempo em sala de aula para
potencializar o aprendizado, já tendo contato com o assunto antes de estarem,
fisicamente, na presença de um professor ou tutor.
Essa animação explica o que é sala de aula invertida e como esse método pode colocar o aluno no centro do processo de ensino e aprendizagem:
Como surgiu esse método?
O método foi desenvolvido pelos educadores Jon Bergmann e Aeron Sams. A proposta
foi testada em 2007 com o objetivo de aperfeiçoar o tempo para a prática do
conteúdo, além de auxiliar os professores no processo de estimular o
conhecimento dos alunos.
Ema 2012, os educadores publicaram o livro “Sala de Aula Invertida – Uma
Metodologia Ativa de Aprendizagem” onde explicam a metodologia e contam como a metodologia
pode beneficiar alunos e professores.

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